Espreita
tudo está a espreita.
O mundo mudou.
A verdade secou.
Os indecentes agora têm vez.
Há com que duvidar da hegemonia.
As urnas urgem,
os infames inflamam
a alma amarga
e seca a existência
em insondáveis averiguações da verdade,
que está por vir
de todos os lados
sem contar porque veio,
dificultando o fôlego,
trôpego,
na insondável madrugada fria,
vislumbre na inebriante embriaguês
insólita, mas real,
existencial, vivaz,
incólume.
Comentários
Postar um comentário